Cânhamo: porque vale investir e como o Brasil se beneficiaria

O cânhamo, ou hemp, é uma planta que pertence à espécie Cannabis sativa, assim como a maconha. Mas há muitas diferenças entre as duas. A principal delas é no teor de THC, que é de 0,3%, enquanto que a planta utilizada para produzir maconha chega a 30%. 

Isso faz com que o cânhamo não consiga ser usado para fins recreativos ou mesmo para produção de medicamentos, mas no âmbito industrial ele tem grandes usos. Ainda assim, ele é ilegal no Brasil e, mais uma vez, quem perde somos nós. 

Conheça mais sobre o cânhamo, como ele pode ser usado na indústria e os motivos para se cultivar no Brasil a seguir. 

Então como podemos usar o cânhamo?

O cânhamo industrial, termo usado para facilitar o comércio e diferenciar da Cannabis psicoativa, pode ser usado na fabricação de diversos produtos, incluindo alimentos, tecidos e biocombustíveis. 

Entre as opções comestíveis, é possível produzir leite vegetal e farinha de cânhamo, sendo uma ótima opção para intolerantes, celíacos e veganos. O composto também pode se transformar em um tipo de plástico biodegradável e ser usado para produzir tecidos, roupas, sapatos, tecidos e cordas. 

Também é possível produzir cremes, óleos e sabão. No âmbito da indústria, já temos cimento, carro, papel, combustível, baterias e capacitores feitos à base de cânhamo. Como você pode ver, as possibilidades são muitas, tornando-o uma alternativa mais sustentável para vários mercados. 

Sativa ou indica: quais as diferenças entre os tipos de cannabis

Motivos para se cultivar cânhamo no Brasil

Muitas oportunidades econômicas

Como já mostramos anteriormente, um dos principais motivos para o Brasil investir no cânhamo é sua capacidade de desenvolver uma grande variedade de produtos. 

No total, são mais de 25 mil possibilidades de aplicações industriais, o que significa um novo mercado com diferentes oportunidades econômicas. Nos Estados Unidos, onde a produção e comercialização é legal, as vendas totais de cânhamo para a indústria movimentaram 1,1 bilhão de dólares em 2018. 

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Solo e clima favoráveis

Com solo e clima propícios, o Brasil tem potencial de cultivo de Cannabis em relação a outros países, possibilitando o menor custo internacional para produção. O agronegócio já é destaque na economia brasileira, gerando possibilidades de crescimento se ele entrasse neste setor. 

E não pense que essa é uma desculpa para se plantar maconha entre as plantas de cânhamo. Plantar as duas variações de Cannabis no mesmo local causaria uma polinização cruzada, que por sua vez resultaria em uma redução dos níveis de THC das plantas de maconha. Sem contar que as formas de plantio para as duas subespécies são bastante diferentes. 

Cânhamo é um super alimento

As sementes fornecem até 75% mais proteínas do que sementes de linhaça ou chia, além de conter todos os 20 aminoácidos conhecidos. Elas também são ricas em fibras, ferro, fósforo, potássio, cálcio, zinco, vitamina E e magnésio – basicamente tudo que uma pessoa precisa para uma refeição ou lanche nutritivo.Todas essas características podem transformar o cânhamo no melhor super alimento do mundo. 

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Sustentabilidade

Além de ser uma alternativa sustentável para produção de combustíveis, tecidos e outros produtos poluentes industriais, a planta também possui características mais sustentáveis que outras plantas. 

É possível produzir mais cânhamo que outras espécies, como o algodão, dentro da mesma área plantada. Ele também cresce mais rápido, absorve mais CO2 por hectare do que qualquer outra espécie conhecida e demanda menos inseticidas e pesticidas para manter as pragas longe. 

E porque não cultivamos cânhamo no Brasil? 

Com todos esses benefícios, é difícil entender porque o cultivo ainda não acontece no Brasil. Mas o motivo é apenas um: a legislação. Não temos uma regulamentação que separe as subespécies de Cannabis sativa, o que impede o cultivo no país.

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