Regulação da maconha em larga escala é possível?

O uso medicinal de Cannabis está fazendo com que vários países ao redor do mundo repensem suas legislações rígidas e aceitem a regulação da maconha. 

Como ainda estamos no início do processo, fica a dúvida: a regulação da maconha em larga escala é possível? 

Reunimos casos que podem provar que sim, além de explicar porque o Brasil ainda está longe desse patamar e o que é preciso fazer para mudá-lo. 

Regulação da maconha em larga escala: outros países mostram que sim

Muitos países estão fazendo as pazes com a maconha e provando que a regulação não é só possível, como pode trazer muitos benefícios. 

E o principal motivo para essa mudança é a saúde.

Os benefícios da Cannabis para tratamento de milhões de pacientes no mundo todo estão mudando a opinião pública e a luta dessas pessoas impulsionou a legalização para fins médicos. 

Como escolher a genética da planta no plantio de Cannabis

Alguns países ainda mais avançados já perceberam como a regulação da maconha pode trazer benefícios para o mercado e a economia. 

E não pense que é uma onda europeia, países como África do Sul, Coreia do Sul, Lesoto, Líbano, Malásia, Uruguai e Chile já afrouxaram ou reformaram por completo suas legislações. 

Situação do Brasil: ainda aguardando o básico da regulação da maconha 

No Brasil, a previsão é de que o mercado canábico pode impulsionar R$14,4 bilhões. 

Ainda assim, a nossa realidade ainda é muito diferente. 

Ao invés de avanço e investimento, temos altos preços e excesso de burocracia para a importação de medicamentos à base de Cannabis e ações judiciais para obter salvo-conduto ao plantio e à extração de óleos.

Quando há briga na Justiça, o papel do Poder Judiciário é dar sentenças provisórias, avaliando cada caso em particular. 

As resoluções do Poder Legislativo expedidas pela Anvisa se limitam a regulamentar a prescrição, exposição e importação de produtos prontos. 

História da maconha: origem, tabus e avanços

Produção no Brasil, só com a matéria-prima base importada, o que encarece e dificulta a produção nacional. 

Associações e empresas farmacêuticas, junto a pacientes e familiares, tentam conseguir o direito de cultivo, para acelerar e baratear o processo. 

Quando adicionamos o uso adulto, o uso industrial e outras formas de uso de Cannabis na equação, percebemos que a regulação da maconha é um sonho muito distante. 

É possível ter esperanças?

A reclassificação da Cannabis pela ONU fez com que muitos países aderissem à regulação da maconha. 

O movimento dos pacientes, das famílias, das associações e das empresas está mais forte do que nunca, o que tem pressionado cada vez mais o Governo. 

O crescimento da importação de produtos à base de Cannabis, seja por pessoas físicas ou por associações, cresceu 1.800% em cinco anos, de 2015 a 2020. 

Em uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o gabinete da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), mostrou que 87% dos brasileiros sabem que a Cannabis pode tratar doenças e 79% é a favor da distribuição de medicamentos feitos à base de Cannabis pelo SUS. 

A aprovação da população poderia ser ainda maior se informações fossem transmitidas de forma correta, sem tabus ou sensacionalismos, e se o mapeamento do mercado de Cannabis no Brasil fosse feito

Por que a indústria de Cannabis no Brasil não decola?

Há projetos que tramitam na Câmara e no Senado para a regulação da maconha, do plantio e do uso para fins medicinais. 

O Projeto de Lei 399/2015 é a proposta mais completa que abrange a ampla regulamentação, o auto cultivo, a extração dos canabinóides e a fabricação e comercialização de produtos canábicos. 

O PL também autoriza a pesquisa científica e regulamenta o plantio de cânhamo para o uso industrial, mas não abrange o uso adulto ou recreativo. 

A legalização da maconha já está escrita, precisamos pressionar parlamentares para tirar os projetos da gaveta e colocá-los em prática! 
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