8 produtos à base de cannabis liberados pela Anvisa

No final do ano passado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização de mais um medicamento canábico em farmácias e drogarias do Brasil. 

Agora a lista possui oito produtos à base de cannabis que podem ser importados pela população através da prescrição médica tipo B, mais conhecida como receita azul. A nota técnica com a lista completa de produtos você encontra aqui. 

Essas medidas ajudam a disseminar os produtos à base de cannabis no país e podem ajudar milhares de pessoas que necessitam desses medicamentos para o tratamento de doenças. 

Quem pode importar produtos à base de cannabis

Os produtos à base de cannabis podem ser receitados para qualquer condição em que o canabidiol seja considerado potencialmente benéfico para o paciente. Também há a recomendação de que seja prescrito de forma compassiva, ou seja, após todas as alternativas de tratamento já terem sido testadas sem sucesso.

O paciente que quer buscar esse tipo de tratamento deve se consultar com um profissional especializado neste tipo de tratamento e ter receita e laudo em mãos para conseguir importar os medicamentos. 

Esses produtos à base de cannabis são usados no tratamento de doenças e síndromes neurológicas e indicados para casos específicos. Também existem indicações para dores neuropáticas, esclerose múltipla, mal de Parkinson, Alzheimer, esquizofrenia, autismo, além de outros distúrbios psiquiátricos e emocionais. Já falamos sobre as doenças tratáveis e as diferenças entre CBD e THC aqui. 

CBD e THC

Benefícios da liberação dos medicamentos

A aprovação desse novo medicamento, assim como os outros que já foram liberados, é um ponto positivo sem retorno. Os pacientes precisam ter maior condição de escolha para seus tratamentos, por isso, quanto mais possibilidades, melhor. 

Segundo a Abrace, mais de 28 mil pacientes em todo o Brasil estão cadastrados e declaram fazer tratamento com produtos à base de cannabis. Estão entre eles pacientes com doença de Alzheimer, mal de Parkinson, autistas ou que diariamente sofrem de dezenas de convulsões.

Esses produtos são responsáveis por produzirem endocanabinoides, regularizando e equilibrando os demais sistemas dos seres humanos, desde os processos fisiológicos até os cognitivos, entre eles a fertilidade, o imunológico, apetite, sensação de dor, humor e memória. 

Quando o paciente faz uso de produtos à base de cannabis, é o sistema endocanabinoide o responsável por receber as propriedades e garantir os efeitos desejados. Este sistema está presente por todo o corpo e é por este motivo que é tão grande a variedade de doenças e sintomas que podem ser tratados com cannabis. 

Além dos benefícios para os pacientes e a possibilidade de salvar e oferecer uma vida melhor a milhares de brasileiros, alterar a legislação desses medicamentos e permitir a produção dentro do país pode trazer benefícios econômicos. 

A Anvisa movimentou entre R$21,9 milhões e R$48,9 milhões em importação de produtos à base de cannabis em 2020. O potencial do mercado canábico medicinal brasileiro pode chegar a R$9,5 bilhões, 434 vezes maior que o mercado atual. 

Mercado canábico medicinal

Agilidade na importação de produtos à base de cannabis

A Anvisa também adotou medidas para agilizar a importação de produtos à base de cannabis para pessoas físicas. A partir de agora, o cadastro do paciente, que é a primeira etapa do processo, será aprovado de forma automática. Antes, o tempo de espera para aprovação do cadastro era de 30 dias. 

É importante salientar que as importações continuam sendo fiscalizadas no momento da entrada dos produtos no país. Nesse momento deve ser apresentada a prescrição original emitida por profissional legalmente habilitado, com o nome do paciente, nome do produto, quantitativo importado, posologia, data, assinatura e número do registro do prescritor em seu conselho de classe.

Se houver divergência entre o cadastro e a importação, será necessária a obtenção de novo comprovante de cadastro, então atenção ao preencher os dados. 

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