Pesquisas sobre Cannabis: confira as mais relevantes

Não é segredo pra ninguém que, em grande parte da sociedade brasileira, a maconha é vista com maus olhos.

No meio acadêmico, porém, a história é outra (ufa)!

Apesar do excesso de burocracia e falta de investimento, as pesquisas sobre Cannabis acontecem em todo o mundo. 

As vantagens de um uso controlado e acompanhado por especialistas para o tratamento de determinadas enfermidades já caminha para um consenso entre pesquisadores e, a cada ano, novos estudos e discussões são levantados sobre seus usos medicinais e potenciais benefícios.

Neste artigo, separamos algumas das mais relevantes pesquisas sobre Cannabis.

Pesquisas sobre Cannabis mais relevantes:

Canabinoides como potenciais protetores contra o Alzheimer

Para abrir a lista das pesquisas sobre Cannabis mais relevantes, um estudo publicado em 2016 na Nature, uma das revistas científicas mais renomadas do mundo. 

Pesquisadores descobriram que o tetraidrocanabinol (THC), composto químico encontrado na Cannabis, tem a capacidade de remover a beta amiloide, peptídeo envolvido na formação de placas que prejudicam a comunicação entre neurônios.

Essas placas estão associadas à morte de células nervosas, característica muito presente na doença de Alzheimer e outras demências.

A pesquisa foi realizada inicialmente em ratos e, caso continuada em humanos, pode trazer avanços importantes sobre terapias alternativas para doenças como o Alzheimer, Parkinson e Huntington.

Por dentro de uma plantação de maconha: caso Fundação Daya, no Chile

Cannabis como tratamento para epilepsia

A partir dos anos 70, houve um boom de pesquisas sobre Cannabis, especialmente em países Europeus e nos Estados Unidos.

Os primeiros estudos sobre o tema, feitos com humanos, já apontavam para o uso de derivados da maconha como potencial tratamento de diversas doenças.

Em uma revisão bibliográfica de 1978, pesquisadores reuniram diversos ensaios que relacionavam compostos provenientes da Cannabis como potenciais medicações contra asma, glaucoma, hipertensão, dentre outros problemas.

Nesta mesma pesquisa, foi apontado um efeito positivo da utilização de cannabis para combater a epilepsia, uma vez que o CBD mostrou importante redução de crises convulsivas em pacientes, podendo ser comparado a outros medicamentos altamente eficientes e já utilizados clinicamente.

Cannabis e a dor crônica

Uma pesquisa publicada na revista British Journal of Clinical Pharmacology mostrou que o THC (tetrahidrocannabinol), principal composto psicoativo da Cannabis, pode ser eficaz no tratamento de dor crônica e, também, na redução de medicamentos alopáticos e opióides prescritos para estes casos.

Foram analisados pacientes que utilizaram formas diversas de THC em comparação com um grupo que utilizou placebo.

Os achados foram altamente significativos, considerando que os efeitos adversos, em comparação com medicamentos já utilizados, são mínimos, e que os efeitos analgésicos muito relevantes.

Tratamento de pets com Cannabis

Cannabis e a AIDS

Pesquisas sobre Cannabis medicinal são cada vez mais realizadas ao redor do mundo e os seus efeitos sobre certas doenças já são muito conhecidos.

No entanto, a relação entre a maconha e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida pode ser uma surpresa para muita gente.

O americano Donald Abrams é um pioneiro nos estudos sobre o tema e tem diversos trabalhos que demonstram benefícios muito notáveis da Cannabis em pacientes soropositivos.

Em 1997, o médico descobriu que a utilização da planta auxilia no ganho de peso, recuperação do apetite, atenuação do mal-estar e redução de dores, garantindo uma melhor qualidade de vida a essas pessoas.

A Cannabis e a crise dos opióides

Os EUA foram um dos primeiros países a iniciar a descriminalização do uso medicinal da Cannabis, porém, somente em alguns estados.

Esta diferença de legislação entre estados de um mesmo país possibilitou comparações estatísticas após a liberação do uso da planta, o que contribuiu para que pesquisas sobre Cannabis fossem feitas no país.

Uma descoberta de grande valor para a saúde pública dos Estados Unidos foi acerca da dependência e overdose por opioides, que atinge milhares de norte-americanos anualmente.

Em 2014, o pesquisador Marcus Bachuber, professor de Medicina no Montefiore Medical Center, descobriu que, entre 1999 e 2010, o número de mortes por overdose de opioides foi 25% menor nos estados que forneciam acesso legal à Cannabis medicinal.

Genoma da Cannabis sativa

As pesquisas sobre Cannabis permitem a quebra de tabu sobre o tema, facilitando o seu acesso e permitindo a milhares de pessoas uma vida com mais qualidade.

A disseminação de informações de qualidade permite que o mercado canábico permaneça em crescente expansão.

As oportunidades de negócio são inúmeras e quem acha que a legislação brasileira sobre o tema impede a criação de empresas canábicas no país, está enganado!Junte-se ao time de curiosos, entusiastas, estudiosos e empreendedores que querem transformar o ramo da Cannabis de forma legal no Brasil através da Escola de Hempreendedorismo!

Deixar uma resposta