Mercado canábico medicinal: um panorama geral do Brasil

Ainda que o uso medicinal da cannabis ainda não seja regulamentado de forma acessível e democrática, já temos avanços na legislação que permitem que milhares de brasileiros tenham melhora na saúde com o uso de medicamentos à base da planta. 

Pesquisas mostram que o mercado canábico medicinal pode se tornar bilionário e trazer benefícios não só para pacientes, mas para a indústria e o país como um todo. 

Pensando nesse cenário, preparamos esse artigo para apresentar um panorama geral do mercado canábico medicinal no Brasil, os entraves que impedem que o uso medicinal seja acessível para todos as pessoas no país e os benefícios da regulamentação. 

Mercado canábico medicinal no Brasil

De acordo com um levantamento da Kaya Mind, há 241 marcas que têm envolvimento direto ou indireto com o mercado canábico medicinal, que abrangem não só os setores de produção canábica e saúde, como o de cosméticos, cultura, cultivo, educação, financeiro, tecnologia, entre outros. 

O próprio levantamento afirma que essas empresas foram encontradas por ter mais visibilidade no mercado e que esse número é apenas uma amostra do cenário brasileiro, que tende a ser muito maior. 

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 Os setores que mais se destacaram foram o de educação (16,99%) e o de saúde (13,73%). Isso mostra que, cada vez mais, pessoas buscam conhecimento a respeito da cannabis e que há profissionais capacitados e comprometidos com a disseminação de informações sobre o assunto. 

O mercado canábico medicinal, assim como outros setores que fazem uso da cannabis, é impulsionado pelas parcerias e os investimentos de gigantes do mercado em outros países. Isso possibilita a divulgação do tema e das informações, gerando maior contato entre pacientes, prescritores e remédios derivados de cannabis. 

Portanto, ainda há espaço para crescimento uma vez que muitas condições médicas são pouco atendidas e o número de profissionais de saúde prescritores ainda é muito pequeno.

Entraves para o mercado

Se o mercado canábico medicinal no Brasil é tão promissor, porque ainda existem tantas barreiras que impedem a entrada de empresários, investidores e entusiastas nesse setor? 

Apesar de estudos científicos comprovando, cada vez mais, os benefícios medicinais e terapêuticos da cannabis e que a venda e distribuição legal da maconha é uma política pública que pode auxiliar no fim do tráfico de drogas, os passos ainda são lentos. 

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Isso porque a maconha já foi proibida por mais de 80 anos, o que impediu o desenvolvimento de um rico banco de dados a seu respeito, o acúmulo de experiências voltadas ao setor e um melhor conhecimento sobre o funcionamento do mercado. Além de todo o preconceito e estigma que a planta recebe. 

Benefícios da regulamentação

Apesar dos entraves para o acesso, os pacientes veem a cannabis como uma oportunidade, além de uma necessidade, algo notado por empresas internacionais que têm seus olhos virados para o Brasil. 

Para se ter uma noção do tamanho da força que o mercado canábico medicinal pode ter no Brasil, a Anvisa movimentou entre R$21,9 milhões e R$49,9 milhões em 2020. Porém, todo esse dinheiro gasto com medicamentos vai para fora do país, já que os remédios são importados e não produzidos aqui. E esse número representa apenas uma fração do potencial brasileiro, que é estimado em R$9,5 bilhões, 434 vezes maior que o mercado atual. 

Tudo isso mostra que o Brasil tem capacidade para abraçar o mercado e, assim, melhorar a vida de milhões de brasileiros e estrangeiros se houvesse exportação. Além do bem-estar da população, a regulamentação pode trazer mais investidores, empreendedores, novas tecnologias e muito mais. Tudo isso gera crescimento econômico e diminui o tráfico de drogas. 
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