Hempreender é uma questão de atitude!

“Hempreender é uma questão de atitude!”por Fernando Finger Santiago

É simples empreender de maneira lícita no mercado de cannabis brasileiro: basta tomar a decisão e abrir o CNPJ. Headshops, growshops, produção cultural e intelectual, vestuário, serviços de administração e contabilidade, apoio jurídico, consultoria, equipamentos, orientação de uso e dosagem, entre tantos outros, são exemplos de iniciativas em conformidade com a lei.

Desde o julgamento do Supremo Tribunal Federal em 2011 (ADPF 187), não é crime o exercício do direito de expressão e reunião quando o tema é cannabis. 

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No Brasil a indústria ainda é iniciante e o potencial é gigantesco. Estimativa conservadora calculou que 2.744.712 pessoas usam maconha mensalmente no país (dados de um estudo de 2016 feito pela Consultoria da Câmara dos Deputados). Com as recentes regulações da Anvisa, 41.100 pessoas já estão autorizadas a importar derivados do canabidiol, como indica pesquisa da BRCann.

Quanto à sobrevivência empresarial, a Kunk.Club acompanha negócios canábicos lícitos que começaram há mais de cinco anos e seguem pagando impostos, produzindo receita e gerando empregos. 

Ou seja, o retorno econômico da atuação lícita no ramo da cannabis está acessível em solo brasileiro. E em 2020 ganhou novo fôlego com a RDC 327 da Anvisa que define procedimentos de concessão da Autorização Sanitária para fabricação e importação; e estabelece requisitos para comercialização, prescrição, dispensação, monitoramento e fiscalização de produtos de Cannabis para fins medicinais.

A profissionalização da cena hempreendedora nacional é fundamental para romper barreiras e viabilizar negócios sustentáveis. Não queremos a marginalização da planta e usuários. Não queremos a banalização do mercado. É normal temer a burocracia, mas garanto ser possível uma relação correta e adequada com a lei, existem caminhos! A multiplicação das associações medicinais e dos clubes sociais e a mudança de postura de órgãos governamentais comprovam isso. 

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Hempreender de forma lícita

Concluir o cadastro de pessoa jurídica de uma empresa é o primeiro passo para um negócio de cannabis gerar benefícios para toda a sociedade. Novas percepções são estimuladas, o debate público amadurece e ocorre, então, a mudança de cultura. Com a fragilização do estigma negativo, o acesso a produtos e equipamentos é facilitado; práticas seguras de consumo são difundidas.

A pesquisa médica avança, o acolhimento e a disponibilidade para quem precisa do medicamento ganha um salto de qualidade. Surgem novas chances de emprego, o tráfico ilegal perde a força, comunidades que sofreram historicamente com a política de drogas ganham um outro horizonte. Não é um sonho, é realidade. 

Neste momento, portanto, a cannabis exige atitude de quem quer participar da revolução cultural que já está acontecendo. A ampliação de iniciativas registradas em cartório fornece as bases para a estruturação do mercado brasileiro.

Com objetivo de incentivar o aprimoramento das práticas empresariais, a Kunk.Club está lançou o censo anual de negócios canábicos legais. O estudo irá mapear os empreendimentos inseridos no segmento, permitindo monitorar a evolução e a maturidade. Desta forma, será possível estudar com maior clareza e precisão as tendências, adaptações e o crescimento.

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O resultado é a criação de uma fonte de dados para acelerar a compreensão dos novos negócios, identificando principalmente impactos socioeconômicos, como taxas de tributação e geração de oportunidades de renda e emprego. 

Tenha atitude, participe do ecossistema e seja um hempreendedor. Esteja em conformidade com a lei e se torne agente de transformação contribuindo para que mais pessoas possam usufruir da planta de maneira correta e segura. E pode contar com a Kunk.Club, somos parceiros na criação e desenvolvimento de um mercado lícito e transparente

*Autor: Fernando Finger Santiago – Especialista em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral, bacharel em Direito pela UniCeub. Participou da criação da primeira associação de cannabis do Brasil e é fundador do movimento Usuário Livre. Fernando é presidente do Clube Social de Cannabis do Distrito Federal (CSCDF) e heempreendedor: sócio da Kunk.Club, oferece mentoria para negócios inovadores e auxílio jurídico-contábil para empresas nacionais e internacionais.

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